sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A ajuda que não vem do céu...

Imaginem uma terra onde tudo é possível. Crescer, estudar, baixo custo de vida, e acima de tudo, um bom emprego... Salário digno!!!


É, a Amazônia pode oferecer isso e muito mais. Olhando o ponto de vista de um investidor, o que ele procura? Ter que investir pouco e lucrar em cima de seu investimento. Sim, lucro! Palavrinha boa de pronunciar... Imaginem só, a maioria dos investidores da Amazônia vieram de fora da região.

Isso não é de se estranhar, pois, o que aparenta é que o nortista aguarda as coisas chegarem com facilidade. Antropologicamente falando, somos descendentes de índios, os mesmos que nos primórdios da civilização indígena sobreviviam do que a natureza lhe dava.

Comiam frutas que caiam do pé, raízes de plantas; os animais, nem se fala, os índios comiam o que sobrava da caça dos animais predadores. Apesar dos mesmos, com o tempo e devido a necessidade, se tornarem caçadores natos. Foi assim no princípio.

Agora, nos dias atuais, vemos alguns resquícios daquilo que era a essência dos antigos povos da floresta... O que estamos esperando? Será que queremos que os que vem de fora sejam nossos governantes, algozes, ou tomem as nossas decisões?

A de se convir que gestos passivos atraem ações dominantes. Damos um exemplo básico. O Estado do Amapá abriu concurso para admitir 400 professores, destes, 300 eram pessoas vindas de outros Estados. Ou seja, onde foi parar o povo do local? Estavam dormindo? Esqueceram de estudar? Ou pior, nem tem a devida formação para almejar tais cargos?

Há quem pense que estamos sendo radicais, a estes deixamos um recado. Pensem que o fomento está ligado ao desenvolvimento de seu local. Sendo assim, deveríamos atentar para o fato de que oferecer estudo, moradia, saneamento e saúde, é o mínimo que os representantes de um povo devem ter como meta. Tais metas se cumpridas a risca, no futuro, farão diferença. Cidadãos bem tratados são pessoas capazes de escolher seu próprio destino, metas e ações.

Tal texto não culpa aos que saem de seus Estados (que já estão sem oferta de emprego), e sim os que, por comodismo, pensam que tudo cairá dos céus, basta acreditar. Não é assim (nem sabemos se um dia foi).

Primemos pela qualificação, pela qualidade, desta forma nossos conterrâneos terão um alicerce muito mais firme e serão capazes de disputar uma vaga no mercado de trabalho com qualquer pessoa do Brasil. Neste ponto a Globalização veio para ajudar.

Empregos bons existem, mas por incrível que pareça, encontramos os nossos nos cargos mais baixos da sociedade... Por quê? Reflita um pouco e nos responda.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Copa no Brasil

A anos de sediar a Copa do Mundo, o Brasil já se prepara (ou vem se preparando) a muito tempo. Projetos, discussões, polêmicas, criticas e vontade... Tudo para que ao chegar o tão esperado ano da copa, tudo esteja perfeito.
                Fomentar os Estados que serão sede e os seus vizinhos tem dado polêmica. Temos como exemplo o Estado do Amapá (o mesmo não possui estrutura alguma para ser uma das sedes), e estava esperando que o Pará fosse uma das escolhidas. Entretanto, quem se preparou melhor e teve projeto aprovado foi o estado do Amazonas, precisamente Manaus.
                Daí vem a questão: “Podemos utilizar o atrativo da copa para juntamente com as cidades sedes tirarmos proveito de algo que pode beneficiar ambos sem dar prejuízo a ninguém? A resposta é sim... Sim, devido ao acesso, estadia e turismo que estes podem propiciar.
                Nesse caso, o Amapá não possui a estrutura de sede, mas, possui uma enorme vantagem, ser a maneira mais próxima e barata de entrar no Brasil. Pelo menos para os europeus. Mas como? Simples, como somos fronteira com a Guiana Francesa  (que faz parte da França), os Quem vem da Europa não necessita de visto ou outra burocracia a mais... apenas ir para as Guianas, atravessar a ponte (em construção) que a liga ao Brasil e que se localiza no Amapá (município de Oiapoque) e ir de barco ou avião ao estado do Amazonas ver os jogos de sua seleção no meio da selva amazônica.
                Legal, se não fosse tudo uma especulação, visto que, o Amapá passa, atualmente, longe de ser um Estado modelo. U seja, temos mais de 80% de nossa natureza preservada (o que seria um atrativo), porém, não temos hotéis, pousadas, indústrias e, acima de tudo... Vontade de mudar. Até parece que (com raras exceções) estamos acomodados com o que temos. Aqui percebemos que quem a maioria dos empresários que venceram são imigrantes de outros lugares do Brasil. E me pergunto, onde está a vontade do povo local?
                ...Assim, pude perceber que algumas mentes tucujús estão se abrindo para essa nova possibilidade. Criar maneiras, pensar em soluções, desburocratizar, e dar subsídios para o desenvolvimento social e econômico. Esses itens são de primordial importância e um marco para o crescimento do Estado.
                Acabamos percebendo, também, que essas idéias surgem de onde menos esperamos. Empresários e políticos se engajaram (por mais que visem lucros) para dividir e fazer rodar uma economia que a tempos se encontrava estagnada.
                Cá estamos nós, meros pensantes, esperando que o povo desperte para este novo horizonte... Nosso papel estamos fazendo, alertando e incentivando o nortista a evoluir.
 O que você pode fazer para mudar?
                E ao mudar, quem se beneficia?
                Pensem que desenvolvimento sustentável envolve o geral e não o individual.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Beleza Tucujú

            Diga-se de passagem, o Amapá possui muitas belezas naturais. Seu verão inigualável, chuvas torrenciais, por do Sol único, e o raiar do dia... hum, nem se fala. Apenas quem já teve a oportunidade de aqui estar, pode depor a favor desta terra abençoada.
Imaginem só, índios, ribeirinhos e o povo da cidade desfrutando este vasto leque de opções. É de dar inveja, não é mesmo?
Indo floresta a dentro nos deparamos com os verdadeiros povos da floresta. Em minhas andanças conheci uma aldeia de índios humildes, calorosos e se não bastasse, hospitaleiros... Meio “acanhado”, fui entrando em seu habitat, e quando vi, que recepção!
Fui bem tratado por todos, dos curumins ao cacique. Quando dei por mim, estavam ao meu redor dezenas de pessoas desconhecidas e curiosas, querendo saber o que eu fazia naquele lugar. Era um me tocando, outros averiguando o que eu tinha na bagagem e por fim me levaram a maloca central.
Era hora do por do Sol e nessa hora, todos se aconchegavam nesta maloca e ficavam horas conversando, trocando ensinamentos, rindo e cantando seus lamentos... Falavam uma língua que na época eu não entendia, apenas alguns arriscavam o português.
Observando as pessoas, percebi que a aldeia era composta por homens fortes e robustos; crianças que nos olhavam admiradas e sabiam escutar o que os antigos falavam; velhos com o rosto marcado pelo tempo (aqueles que ao se ver já sabemos que possuem muita experiência de vida) e mulheres, e que mulheres... Traços encantadores, voz suave, toque firme, resumindo, a verdadeira imagem de uma guerreira amazona.
Muito novo, logo me “engracei” por uma pequena e formosa índia, a mesma que me olhava dos cantos dos olhos, sorriso discreto e tímido. Ali criei em minha mente um fascínio incrível por ela. Seu nome era Maíra, mas os índios que falavam nossa língua a chamavam de Bela. Vou confessar que Bela era o nome perfeito, e na oportunidade, se encaixou muito bem a imagem da mesma.
A conversa estava agradável, assim como o entardecer... Chegou a hora da fogueira – imaginem o clima. Luar, fogueira, uma conversa agradável e uma musa inspiradora. Juro que não queria mais nada neste momento – Porém, veio uma bebida forte, feita com o caldo da mandioca fermentado e incrementado de cachaça... ai, ai, quanta coisa boa em um só dia.
Por volta das 20:00 horas as moças começaram a dançar enquanto os homens tocaram e entoaram cantigas diversas em sua língua.
Logo volto minha atenção a Maíra, linda como a Lua. Levantou-se do seu canto, arrumou o cabelo (negro como a noite e longo e ondulado como o rio), foi dançar com suas amigas.
Não falei dos trajes destas moças... Eram apenas tangas (espécie de biquíni), camiseta e adereços feitos com materiais naturais.
Todas eram muito belas, mais ela, era de parar o trânsito (se tivesse isso por lá). Todos se divertiram e, no fim da noite, estávamos exaustos. Comemos, bebemos, conversamos e admiramos as moças a dançar... Bateu o cansaço e por mais que eu quisesse estender a noite mais um pouco, as pessoas levantaram, despediram-se e foram para suas casas... Fui levado para um local amplo, que parecia um armazém, me arrumaram uma rede e nela deitei e dormi muito rápido.
Uma mão delicada em meu rosto e um olhar meigo e encantador em mim... Era a Bela a me fitar, fiquei sem ação – imaginem vocês, no meio da noite, terra desconhecida e uma mulher tão atraente – Ela se sentou ao meu lado, suas mãos acarinhando meus cabelos enquanto eu estava mais imóvel que uma estátua, suava frio. Não tardou muito e a calma voltou. Não se empolguem, pois apenas olhares e carinhos foram trocados. Porém, as batidas dos nossos corações pareciam sinos de uma catedral... Soavam alto. Adormeci mais uma vez.
Assusto-me com uma criança sacudindo minha rede, e ao abrir os olhos, percebo que aqueles olhares e carícias foram apenas sonho, devaneios de uma imaginação fértil. Ah como eu queria que aquela moça tivesse ido ao meu encontro no meio da madrugada...
Na aldeia, ao raiar o dia, todos tomam banho em um rio longo e límpido que fica perto de lá. Ao chegar vejo Maíra e com ela voltam as imagens do sonho... Olho-a com firmeza, ela se acanha e baixa os olhos... Estava sentado a beira do rio em uma pedra e ao sair da água a moça passa por trás de mim e toca em meu cabelo, sinto a mesma sensação do sonho, o mesmo toque suave, o mesmo perfume. Ela deixa suas unhas deslizarem em minhas costas, ouvimos um grito vindo da aldeia, era hora do café.
Depois de me alimentar, vou ao alojamento, arrumo minhas coisas e saio para me despedir... Sorrisos, abraços, apertos de mão e risadas, muitas risadas... De longe enxergo meu “sonho”, ela não teve coragem de se aproximar naquele momento. Dou as costas para a aldeia e sigo rumo ao barco, entro, sento, o índio liga o motor, me viro, dou mais uma olhada...
Pena, nem um olhar de despedida...
Já no meio do rio, a uma hora de distância, o barqueiro larga o leme se encaminha até a mim e sem reserva me entrega  um bilhete... Fiquei curioso, abri e para minha surpresa a escrita era:
"_Volte logo... Adorei sonhar com você!

Beijos, Maíra"

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Boas Vindas

Salve Navegantes...


Este Blog será destinado a postagem de "Causos". Contos e outras curiosidades que ocorreram ou foram escritos por mim espontâneamente e também para dois jornais em que sou redator/editor com o nick de XWilliaMX, segue os links: O Ikariano & Medieval News Magazine.

O nome Tucujú vem do meu Estado, o Amapá... com a capital sendo Macapá.
Espero que colaborem, opinem e divirtam-se...
BOA LEITURA!!!!

Esperamos que gostem dos "escrivinhados". Sintam-se a vontade!!!