segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Brincadeira de "Criança"

Muitos adolescentes já passaram por esta situação... E quem ainda não passou, conhece algum amigo ou amiga que terá uma história dessas para contar aos seus filhos e netos...
Começa assim:
O carinha se “engraça” pela guria (esta, mui nova, entre 14 a 18 aninhos) navegando pelo Orkut, deixa um recado, pega seu MSN, trocam mensagens, número de celular, papo vai, papo vem, a coisa vai ficando “séria”, os hormônios se desordenando (ou se ordenando) alterando-se de tal forma que...
 
... Pá... Bate a liga... Marcam o primeiro encontro.

Ansiedade, frio na barriga, pernas bambas, suor frio. Nervos a flor da pele (lembre, este será o primeiro susto e menos doloroso).

Primeiro olhar, primeiro beijo, cinema, toque, amasso, beijo, mais beijos, mãos, várias mãos... (nome do filme? História? Sabe deus!)... E a coisa esquenta, esquenta... PEGA FOGO!

 
Casa (na hora em que não há ninguém), motel, matel (é o famoso mato/moita/muro)... Na hora H, dá-se um jeito.
Mas, no fim de tudo... Tudo mesmo... A lembrança:
 “Cadê a camisinha? Foi dentro ou fora? O que eu faço? E se eu engravidar?
Pronto, o boyzinho “pula fora”, e se duvidar, você NUNCA MAIS vai vê-lo (e em algumas vezes a participação do mesmo termina aqui, papel cumprido... criança feita).

 
Ao chegar a casa... Ansiedade, frio na barriga, pernas bambas, suor frio. Nervos a flor da pele (o segundo susto, e já doloroso).

O que fazer? Pegas o telefone, ligas pra melhor amiga (pior, você está atrás do conselho de quem é menos experiente que você)... Abortar? Esconder? Como contar aos pais?

 
Hipóteses:

 
  • Ao tirar: podes ter complicações, doenças, morte em decorrência ao aborto, responder processo criminal, etc; 
  • Ao esconder: uma hora a barriga cresce; 
  • Ao contar: Duas opções- 1ª Ser mandada embora de casa (apoio dos pais a zero), 2ª Apoio parcial ou total (apoio total é um sonho, e quase impossível).


E na hora do parto... Ansiedade, frio na barriga, pernas bambas, suor frio. Nervos a flor da pele (o terceiro e pior susto... Doloroso, físico e psicologicamente).

 
Uma criança “responsável” por outra criança. Sim, por que a maioridade se atinge aos 21 anos.

 
Este rodeio todo é só para lembrá-los que este é o mínimo de azar que os adolescentes podem ter... Além disso, vem as doenças sexualmente transmissíveis (curáveis) e a AIDS (o terror de uma porcentagem considerável da população), o abandono do sonho que se interrompe por um ato inconsequente, a perda de credibilidade perante a família, que depositou confiança em seus atos.

 
Acima de todos esses fatos, prevalece o maior de todos, INFORMAÇÃO.

 
Palavrinha sem vergonha (no bom sentido), principalmente ao se falar neste tema. Seria muito compreensível se, entre as décadas de 40 a 80, nossas mães engravidassem na adolescência... Inadmissível é um jovem, com todos os tipos de mídias a sua disposição, fazer-se valer da desculpa: “Ah, mais eu não sabia!”. Isso é o maior “caô”. Poderiamos ficar horas aqui citando exemplos de como, hoje, o acesso a tais informações estão acessíveis a todos, de classe C a classe A.

 
Alguns exemplos (podem nos desmentir se você não tiver acesso a pelo menos três ferramentas que iremos citar agora):

 
1- TV – responsável pela difusão de 70% das informações assimiladas pelos jovens, inclusive sobre a prevenção e riscos de uma gravidez;

 
2- Internet – através da rede, temos acesso a inúmeras fontes de pesquisa, dados, vídeos, imagens, trocas de experiência e ainda podemos deixar nossa historia de vida para alguém que busque aprender com o erro/acerto dos outros, (até aqui, em um fórum destinado a jogos, estamos discutindo sobre o assunto);

 
3- Escola  – Lugar de aprendizado, nela temos acesso a dados científicos e a prendemos a conhecer nosso corpo e seus limites;

 
4- Amigos – daí saem dicas, formas, incentivos, aprendizados (na maioria das vezes erroneamente absorvidos);

 
5- Família – Esta, em fase de amadurecimento em relação ao dialogo pais e filhos, mas, se comparadas com as famílias dos nossos avós... “Nusssssss”... Mudou bastante!


 
Toda essa dor de cabeça seria evitada, na maioria das vezes, por um objeto muito estranho e que nenhum de nós conhecemos (temos a leve impressão de que ainda nem chegou ao Brasil), é um lançamento mundial... Seu nome é: CAMISINHA! Uma coisinha de látex enroladinho e fininho (nem dá para sentir... sabemos, pois, mandamos importar do Japão), vem em uma embalagem que contém três unidades, alguns médicos a chamam até de preservativo... Aconselhamos aos jovens que façam um teste, economizem, passem na farmácia e comprem. Ah, lembramos de algo super, hiper, mega importante. Essa tal camisinha também é distribuída gratuitamente nos postos de saúde, é um item da cesta básica.

 
Vergonha de comprar ou pedir o preservativo? Isso porque você ainda não presenciou atos discriminatórios em relação as pessoas que contraíram a AIDS, os chamados Soro Positivos.

 
A seguir, veremos como o bom humor também ajuda a criar bons hábitos:

 



 
Fora o uso da camisinha, ainda há muitos outros métodos para evitar uma gravidez... Mas, isso é uma outra história, para uma outra edição.

 
E você, já passou por essa situação, ou conhece alguém que tenha passado, ou está passando por ela?
Opine, deixe seu comentário... Lembre-se, falar sobre este assunto não engravida!

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