sábado, 1 de maio de 2010

03 de Maio - Dia do Sertanejo

“… O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.
A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.
É desgracioso, desengonçado, torto.
É o homem permanentemente fatigado.
Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.”
 


Depois que as indústrias começaram a se instalar no Sudeste, formando regiões metropolitanas. Então o êxodo rural cresceu, e a figura do sertanejo, ou caipira, foi vista de forma não agradável aos olhos d resto do país.

Para os habitantes da cidade, a pessoa que vive no sertão, é geralmente, rude, inculta e avessa à vida moderna. Essa visão do sertanejo gerou obras no cinema e na literatura, e sua caricatura passou a ser utilizada em anedotas e mesmo nas histórias infantis, como o personagem Chico Bento e Jeca Tatu.



A música Sertaneja surgiu ainda na década de 10.

O pioneiro desse movimento foi o jornalista e escritor Cornélio Pires que costumava trazer para os grandes centros os costumes dos caipiras. Desde encenações teatrais a cantores de estilos como o Catira, etc...

No início da década de 20 uma instituição liderada por Mario de Andrade promoveu uma semana para divulgação da arte brasileira, onde pela primeira vez foi montado um grupo intitulado de sertanejo, com instrumentos simples como a viola caipira, misturando alguns ritmos como o Catira, Moda de Viola, Lundu, Cururu, etc...Valorizando ainda mais o trabalho de Cornélio Pires.

Sabemos que a primeira gravação do estilo, deu-se em 1929 quando Cornélio Pires (não riam do nome) desacreditado pela gravadora Columbia resolveu bancar do seu próprio bolso a gravação e edição do primeiro álbum, que em poucos dias de lançamento esgotou-se nas lojas.

Começava daí o interesse pelo estilo por parte das gravadoras.

Já com inúmeros adeptos e crescendo a cada ano mais e mais, no final da década de 20, começou a surgir as primeiras duplas como Mariano e Caçula, Zico e Ferrinho, Sorocabinha e Mandy (que não é a nossa Moderadora ).

Em meados da década de 30 surge uma das mais importantes duplas sertanejas de todos os tempos (Alvarenga e Ranchinho) que além de tudo eram muito alegres e engraçados. Uma curiosidade sobre a dupla é que de tanta "descontração" foram presos pelo governo de Getúlio Vargas.

Muitas outras duplas formaram-se, algumas trazendo a tristeza do sertanejo no peito, outras mostrando o lado alegre do caipira.

Depois desses pioneiros, vieram vários nomes importantes da música sertaneja, e o movimento que até então era apenas do eixo São Paulo/Minas Gerais, passou a se expandir por todo o país, nascendo influências regionais como as do Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco, Mato Grosso e outras.

Foi graças a identificação entre o Brasil interiorano e a música sertaneja que Geraldo Meireles (respeitado radialista no meio) propôs, em 1964, a criação de um dia especial e que fosse dedicado aos artistas sertanejos. Desde então, todos os anos, a Fundação Nossa Senhora Aparecida realiza Show em homenagem ao dia do sertanejo, na cidade de Aparecida-SP, atraindo inúmeros apaixonados pelo estilo musical.

Em 1980, iniciou uma exploração comercial massificada do estilo "sertanejo", somado, em muitos casos, a uma releitura de sucessos internacionais e mesmo da Jovem Guarda.

Surgem incontáveis artistas, quase sempre em duplas, que são lançados por gravadoras e expostos como produto de cultura de massa. Esses artistas passam a ser chamados de "duplas sertanejas". Começando com Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo, uma enxurrada de duplas do mesmo gênero segue o fenômeno, que alcança o seu auge entre 1988 e 1990.

Logo depois, uma decadência do estilo na mídia vem em proporções enormes. A música sertaneja perde bastante popularidade, mas continua sendo ouvida principalmente nas áreas rurais do Centro-Sul do Brasil.

No início de 2000, inicia-se uma espécie de "revival" do estilo, principalmente devido ao sucesso de duplas, como Guilherme & Santiago, Bruno & Marrone, Edson & Hudson e, mais tarde, Jorge e Mateus, Victor & Leo e César Menotti & Fabiano, e sua ampla divulgação na mídia, sobretudo a televisiva.

Hoje em dia, onde se olhe existe um representante da música sertaneja, que deixou de ser um tributo aos sentimentos do homem do campo para se tornar sinônimo de cifras e grande espetáculos, onde a última coisa que ouvimos é o dedilhar de uma viola tocada pelas mãos calejadas da enxada e o puro sentimento ingênuo dos homens e mulheres dessas regiões.

Há alguns anos a moda “Caipira” tem sofrido uma inversão de valores. Se, antes, o sertanejo era menosprezado, atualmente a figura do homem do interior tem sido super valorizada. Pode-se observar esse fenômeno no sucesso conseguido pelos cantores de música sertaneja, que cantam as belezas da zona rural e da vida na fazenda (embora os mais modernos tenham deixado de lado os temas da vida na roça, para se dedicar às baladas de amor).

A influência do sertão também pode ser observada no vestuário e nos costumes da juventude. A recente moda country, importada dos Estados Unidos e adaptada a realidade brasileira, é sensação entre os jovens que freqüentam, em massa, as danceterias especializadas.

Estimuladas por essa moda, ganharam terreno as festas de rodeio, em que cavaleiros medem suas habilidades para conseguir dominar o cavalo ou o boi bravo. Antes restritas às comunidades rurais, as festas de rodeio se modernizaram e atraíram o público da cidade.

Atualmente, a Festa do Peão Boiadeiro de Barretos, em São Paulo, é o maior evento do tipo na América Latina e um dos maiores no mundo o que nos diz que o Sertanejo e a moda de viola são, hoje, uma das maiores manifestações de cultura e valorização de pessoas que são tipicamente brasileiras!!!

E você, gosta de uma boa moda de viola??
Opine...

terça-feira, 2 de março de 2010

Problemas de "Gente Grande"

Geralmente é assim que inicia:
Em uma ocasião qualquer, um amigo te convida para visitar um lugar, conhecer algumas pessoas descoladas, maneiras, cheias de atitude e “Tals”...

Chegando lá você observa muita gente bonita, com dinheiro pra gastar, comunicativas e acima de tudo... Alegres, brincalhonas e com atitudes inesperadas... Uma loucuuuuura!!!

Aí, vem o convite... –Ahhh, que coisa inesperada – Cigarro, Álcool, ficar com um gatinho aqui, agarrar uma gatinha ali. Mas você continua sem entender (Noob) de onde vem aquela euforia de todos.


Observem que ao falarmos em drogas, devemos também ter em mente a existência de algo que diminui o sofrimento psíquico ou que é capaz de proporcionar prazer, mesmo que temporário e artificial.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, "droga é toda a substância que, introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções". É entendida também como o nome genérico de substâncias químicas, naturais ou sintéticas, que podem causar danos físicos e psicológicos a seu consumidor.

O uso diário pode levá-lo a mudança de comportamento e a criação de uma dependência, um desejo compulsivo de usar a droga regularmente, ao mesmo tempo que o usuário passa a apresentar problemas orgânicos decorrentes de sua falta. Esses medicamentos ou o uso terapêutico dessas substâncias só são aconselhados em casos extremos (medicinais).


Pois bem, eis os motivos de tantas “dores de cabeça” de pais, professores e outros segmentos da sociedade. Os dois maiores vilões de tantos acidentes, conflitos familiares e mortes, hoje são encarados como coisas banais pelos jovens e adolescentes (o que é extremamente errado).


Antes de atirarmos a primeira pedra temos que ter em mente que vivemos em uma sociedade recheada por crises financeiras, estresse, onde o "ter" tem muito mais valor do que o "ser". É fácil encontrarmos uma família totalmente fragilizada, onde os pais, tentando compensar a ausência, acabam confundindo liberdade com permissividade.

Com a intenção de superar essas inseguranças, preencher os vazios, situação de risco social e mesmo por simples curiosidade, alguns jovens são levados a esta terrível realidade.


Entrar nesse mundo é fácil, porém, sair dele é um pouco mais complicado.


Logo após o álcool, as drogas que crianças e adolescentes experimentam com menor idade são: O tabaco, os solventes e os medicamentos, e em seguida as drogas ilícitas como maconha, cocaína e outras muito mais fortes e letais.



Ao darmos tais “Liberdades” damos aos jovens brechas para mergulharem em um mundo que (sem força de vontade) não tem volta. Aí vão alguns fatos, entre inúmeros exemplos de pessoas escravas das drogas. Um deles, famoso no mundo inteiro, é o da cantora Amy Winehouse, que com 24 anos é suspeita de enfisema pulmonar e passou por clínicas de reabilitação para se livrar dos vícios, o que até hoje ainda não aconteceu.


Outro caso pouco “glamoroso” e mais perto do nosso dia-a-dia é o da mãe que de acorrentou o filho – usuário de crack – para tentar tirá-lo da dependência.



Neste sentido podemos dizer que, a maconha, considerada por muitos inofensiva, oferece os mesmos riscos que o álcool, podendo provocar dependência, problemas mentais (psicose, depressão, paranóia, pânico), comprometimento no trabalho e no estudo, devido à diminuição da capacidade de se concentrar e memorizar.


Além disso, ela (maconha) intensifica os problemas respiratórios, causa ansiedade e é responsável pelo aumento da violência, suicídio e acidentes.


Já a cocaína e o crack provocam diminuição do apetite, perda de peso, insônia, tremores e convulsão, além de frequentes estados de irritabilidade, inquietação, agressividade e depressão.


Todas essas drogas ingeridas em excesso diminuem a coordenação motora e podem causar ataque cardíaco e derrame cerebral. A overdose mata.


Baseado em pesquisas que indicam a idade de início do uso do álcool e outras drogas sendo em média de 12 anos, deveremos focar a prevenção e educação por todos os meios de comunicação a essa faixa etária.


É chocante, doloroso, porém, o tratamento dos dependentes químicos tem que ser feito de forma drástica e que levem a família a perceber que permitir o uso de drogas não fará que a pessoa se torne melhor ou viva em um mundo de “flores” e sim refletir que utilizar drogas ilícitas apenas lhe tiram da sua realidade momentaneamente, mas, quando voltam ao normal os problemas vem em dobro.


De qualquer forma e independente de prevenção em casa na escola e através da mídia, alguns adolescentes procurarão as drogas como um meio de fuga para seus problemas afetivos, outros o farão pela simples curiosidade ou necessidade de filiar-se ao grupo. Em todos os casos é necessário reforçar que o maior prejudicado é o próprio e que só o mesmo poder evitar a entrada nesse mundo.

Esperamos que esclarecendo e falando abertamente sobre este assunto estejamos contribuindo para o desenvolvimento e formação de jovens conscientes.


E você, o que acha de falar sobre o assunto???


Dê sua opinião...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Brincadeira de "Criança"

Muitos adolescentes já passaram por esta situação... E quem ainda não passou, conhece algum amigo ou amiga que terá uma história dessas para contar aos seus filhos e netos...
Começa assim:
O carinha se “engraça” pela guria (esta, mui nova, entre 14 a 18 aninhos) navegando pelo Orkut, deixa um recado, pega seu MSN, trocam mensagens, número de celular, papo vai, papo vem, a coisa vai ficando “séria”, os hormônios se desordenando (ou se ordenando) alterando-se de tal forma que...
 
... Pá... Bate a liga... Marcam o primeiro encontro.

Ansiedade, frio na barriga, pernas bambas, suor frio. Nervos a flor da pele (lembre, este será o primeiro susto e menos doloroso).

Primeiro olhar, primeiro beijo, cinema, toque, amasso, beijo, mais beijos, mãos, várias mãos... (nome do filme? História? Sabe deus!)... E a coisa esquenta, esquenta... PEGA FOGO!

 
Casa (na hora em que não há ninguém), motel, matel (é o famoso mato/moita/muro)... Na hora H, dá-se um jeito.
Mas, no fim de tudo... Tudo mesmo... A lembrança:
 “Cadê a camisinha? Foi dentro ou fora? O que eu faço? E se eu engravidar?
Pronto, o boyzinho “pula fora”, e se duvidar, você NUNCA MAIS vai vê-lo (e em algumas vezes a participação do mesmo termina aqui, papel cumprido... criança feita).

 
Ao chegar a casa... Ansiedade, frio na barriga, pernas bambas, suor frio. Nervos a flor da pele (o segundo susto, e já doloroso).

O que fazer? Pegas o telefone, ligas pra melhor amiga (pior, você está atrás do conselho de quem é menos experiente que você)... Abortar? Esconder? Como contar aos pais?

 
Hipóteses:

 
  • Ao tirar: podes ter complicações, doenças, morte em decorrência ao aborto, responder processo criminal, etc; 
  • Ao esconder: uma hora a barriga cresce; 
  • Ao contar: Duas opções- 1ª Ser mandada embora de casa (apoio dos pais a zero), 2ª Apoio parcial ou total (apoio total é um sonho, e quase impossível).


E na hora do parto... Ansiedade, frio na barriga, pernas bambas, suor frio. Nervos a flor da pele (o terceiro e pior susto... Doloroso, físico e psicologicamente).

 
Uma criança “responsável” por outra criança. Sim, por que a maioridade se atinge aos 21 anos.

 
Este rodeio todo é só para lembrá-los que este é o mínimo de azar que os adolescentes podem ter... Além disso, vem as doenças sexualmente transmissíveis (curáveis) e a AIDS (o terror de uma porcentagem considerável da população), o abandono do sonho que se interrompe por um ato inconsequente, a perda de credibilidade perante a família, que depositou confiança em seus atos.

 
Acima de todos esses fatos, prevalece o maior de todos, INFORMAÇÃO.

 
Palavrinha sem vergonha (no bom sentido), principalmente ao se falar neste tema. Seria muito compreensível se, entre as décadas de 40 a 80, nossas mães engravidassem na adolescência... Inadmissível é um jovem, com todos os tipos de mídias a sua disposição, fazer-se valer da desculpa: “Ah, mais eu não sabia!”. Isso é o maior “caô”. Poderiamos ficar horas aqui citando exemplos de como, hoje, o acesso a tais informações estão acessíveis a todos, de classe C a classe A.

 
Alguns exemplos (podem nos desmentir se você não tiver acesso a pelo menos três ferramentas que iremos citar agora):

 
1- TV – responsável pela difusão de 70% das informações assimiladas pelos jovens, inclusive sobre a prevenção e riscos de uma gravidez;

 
2- Internet – através da rede, temos acesso a inúmeras fontes de pesquisa, dados, vídeos, imagens, trocas de experiência e ainda podemos deixar nossa historia de vida para alguém que busque aprender com o erro/acerto dos outros, (até aqui, em um fórum destinado a jogos, estamos discutindo sobre o assunto);

 
3- Escola  – Lugar de aprendizado, nela temos acesso a dados científicos e a prendemos a conhecer nosso corpo e seus limites;

 
4- Amigos – daí saem dicas, formas, incentivos, aprendizados (na maioria das vezes erroneamente absorvidos);

 
5- Família – Esta, em fase de amadurecimento em relação ao dialogo pais e filhos, mas, se comparadas com as famílias dos nossos avós... “Nusssssss”... Mudou bastante!


 
Toda essa dor de cabeça seria evitada, na maioria das vezes, por um objeto muito estranho e que nenhum de nós conhecemos (temos a leve impressão de que ainda nem chegou ao Brasil), é um lançamento mundial... Seu nome é: CAMISINHA! Uma coisinha de látex enroladinho e fininho (nem dá para sentir... sabemos, pois, mandamos importar do Japão), vem em uma embalagem que contém três unidades, alguns médicos a chamam até de preservativo... Aconselhamos aos jovens que façam um teste, economizem, passem na farmácia e comprem. Ah, lembramos de algo super, hiper, mega importante. Essa tal camisinha também é distribuída gratuitamente nos postos de saúde, é um item da cesta básica.

 
Vergonha de comprar ou pedir o preservativo? Isso porque você ainda não presenciou atos discriminatórios em relação as pessoas que contraíram a AIDS, os chamados Soro Positivos.

 
A seguir, veremos como o bom humor também ajuda a criar bons hábitos:

 



 
Fora o uso da camisinha, ainda há muitos outros métodos para evitar uma gravidez... Mas, isso é uma outra história, para uma outra edição.

 
E você, já passou por essa situação, ou conhece alguém que tenha passado, ou está passando por ela?
Opine, deixe seu comentário... Lembre-se, falar sobre este assunto não engravida!